Como os Modelos Mentais podem limitar suas ações?

Modelos Mentais
O que são Modelos Mentais?

Os modelos mentais são crenças arraigadas durante o percurso de nossas vidas, que fazem agirmos, pensarmos e enxergarmos de forma totalmente distintas de outras pessoas.

Duas pessoas diante de uma mesma situação podem enxergar fatos totalmente diferentes conforme seus modelos mentais.

De certa forma, os modelos mentais acabam guiando nossas atitudes. Especificamente em algumas situações, observamos alguns dados que já se tornam suficientes para generalizarmos os demais fatos.

Modelos Mentais

Criamos, desta forma, um modelo mental reducionista, pois tudo se explica com os poucos dados observados.

Os modelos mentais x nosso discurso x nossas práticas.

Muitas vezes nossos modelos mentais nos pregam peças, pois temos um discurso que não condiz com o que realmente pensamos (modelos mentais).

É comum escutarmos gerentes, lideres, coordenadores dizerem confiar plenamente em seus colaboradores, que eles são pessoas extremamente competentes, etc., mas a prática mostra-nos que essas pessoas nunca delegam poderes aos colaboradores, sempre vistoriam tudo e não permitem que novas idéias sejam criadas para melhoria dos processos.

Peter Senge (1999), ao dissertar sobre os modelos mentais em seu clássico livro A Quinta Disciplina, destaca a necessidade de manter um equilíbrio entre a argumentação e a indagação.

A argumentação diz respeito a todas as nossas crenças e tudo aquilo que falamos e argumentamos para provar que elas estão corretas.

Muitas vezes falamos, argumentamos e fechamos uma reunião sem mesmo perguntarmos a opinião dos demais participantes.

Para Senge, é necessário misturar argumentação com indagação para conseguirmos aprender algo, mas principalmente para o favorecimento de uma aprendizagem coorporativa.

Quando apenas argumentamos, colocamos nossas crenças como únicas, e vamos defendê-la até o fim, já que elas parecem ser as únicas verdadeiras.

Ao passo que se utilizarmos a indagação, oportunizaremos os demais membros a darem suas opiniões, a contra argumentação e, é claro, a exporem também suas próprias crenças.

Não podemos afirmar que o modelo mental é certo ou errado, mas sim afirmar que ele não pode ser a única referencia do contexto, pois podem impedir de enxergar outras possibilidades, impedindo diferentes atuações em um cenário.

Os resquícios dos modelos mentais.

Certamente já nos deparamos com pessoas que odeiam matemática, que não gostam de escrever, que tem medo de falar em público, etc.

Estas afirmativas nada mais são do que os modelos mentais (no caso limitadores) que construímos a respeito de nossas competências pessoais.

Muitas vezes, por traumas nos bancos escolares, nos bloqueamos em determinadas áreas e nos declaramos incapazes de resolver problemas em atividades afins.

Caso típico da matemática que na maioria das vezes exerceu a função de “bicho papão” na vida dos alunos, que hoje adultos e profissionais se declaram “péssimos em matemática”, e por este motivo não assumem nenhuma atividade voltada aos cálculos e ao controle numérico.

Os modelos mentais, causados principalmente por traumas escolares, vão nos perseguir para o resto da vida e estarão sempre latentes para impedir o nosso desenvolvimento pessoal e profissional.

Como já mencionamos, modelos mentais não são necessariamente sempre negativos, muitos podem ser modelos facilitadores, portanto podemos explorá-los para nosso desenvolvimento, bem como mudar as nossas crenças limitadoras em prol do nosso crescimento pessoal e profissional.

Muitas vezes escutamos profissionais saindo de uma palestra, de um curso, ou lendo uma matéria e depois dizer: “LEGAL…..GOSTEI, MAS NÃO VOU FAZER ISSO”.

Ao ser questionados sobre os motivos da não mudança este profissional comenta: “Meu gestor não gosta destas mudanças”, “No local que trabalho é difícil mexer nestas coisas…”, “A minha realidade de trabalho é outra” e tantas outras “desculpas”  que sempre colocam a “culpa”  no outro e como não é ele que precisa mudar (e sim todo um sistema) ele permanece na inércia.

Este é o maior dos modelos mentais, acreditar que as mudanças não dependem de você e sim dos outros, quando na realidade a mudança tem que começar em você!!!

Basta, portanto se questionar: Quais são meus modelos mentais facilitadores (para explorar)  e quais os limitadores que preciso romper?

Respondida esta questão, é só você querer e tentar  mudar aquilo que te impede de fazer diferente, que te impede de se desenvolver e evoluir para ser uma pessoa e um profissional melhor.

Prof. Dr. Nilbo Nogueira – nilbo@nilbonogueira.com.br

Compartilhe agora este post em suas redes sociais e mostre aos seus seguidores o que você já leu.


Alfabetização Emocional: Teoria e prática em sala de aula – Investimento para inscrição neste site: R$ 19,99

Como desenvolver a Inteligência Emocional do seu filho – Investimento para inscrição neste site R$ 19,99

Design de Slides de Apresentação que motivam seu espectador – Investimento para inscrição neste site R$ 19,99

Sistematização da ortografia – Investimento para inscrição neste site R$ 19,99

Professor 3.0 – os desafios de ensinar na era digital – Investimento para inscrição neste site R$ 19,99

Como criar um curso online? – Investimento para inscrição neste site R$ 19,90

Minicurso – Introdução a Montessori – Investimento para inscrição neste site R$ 54,99

Facebook para professores – Investimento para inscrição neste site R$ 19,99

Minicurso: Empreender ensinando online – Curso gratuito.

Desenhe seu círculo dourado e transforme sua vida – Curso gratuito.

Como criar vídeo Time Lapse com seu smartphone – Curso Gratuito.

 

Um comentário em “Como os Modelos Mentais podem limitar suas ações?

  1. Pingback: Gestão Escolar de "cabresto" | Nilbo Nogueira

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *