Pedagogia dos Projetos – Você utiliza da forma certa?

Os equívocos com a Pedagogia dos Projetos

Citar que a Pedagogia dos Projetos é uma excelente estratégia para conseguir maior interação entre os alunos, romper com a passividade e colocá-los como protagonista do seu processo de aprendizagem, não seria nenhuma novidade para o leitor.

Considero mais importante nesta postagem, destacar os equívocos que são cometidos em nome da Pedagogia dos Projetos, ou seja, tudo que é realizado em sala de aula, mas que não podemos chamar de Projeto de Trabalho.

Talvez por conta de um “modismo”* que hoje temos em torno da Pedagogia dos Projetos, qualquer planejamento de aula ou planejamento docente passa a ser chamado de  projeto.

Presenciamos um momento em que qualquer ação planejada isoladamente pelo professor e depois praticada em sala de aula é chamada de Pedagogia dos Projeto, mesmo que esta não tenha nascido das necessidades e interesses dos alunos, ou pior ainda, mesmo que não exista uma problematização.

Alguns equívocos na Pedagogia dos Projetos

Dentre os vários equívocos cometidos em nome da Pedagogia dos Projetos, destacaremos alguns, que julgamos mais comuns, que são:

  • O professor planeja sozinho, mesmo antes de conhecer seus alunos, os “projetos”que serão realizados durante o ano letivo;
  • Qualquer atividade procedimental que se faz em sala de aula, qualquer momento em que o aluno para de ouvir passivamente o professor e passa a realizar alguma ação procedimental é chamada de Projetos;
  • Utilizar as datas comemorativas para aproveitar o ensejo de realizar um projeto, mesmo que o objeto a ser comemorado não possua nenhum problema a ser resolvido;
  • Chamar de projetos os eventos propiciados pela escola, tais como: festa da primavera, dia das crianças, semana do folclore, etc.;
  • Confundir o projeto planejado pela escola (Projeto Institucional) com o Projeto de Trabalho.

A lista poderia se estender ainda muito mais, porém julgamos que estes são os principais equívocos e justamente aqueles que precisam ser urgentemente entendidos como tal, para promover a mudança no entendimento e na pratica de sala de aula com o uso desta metodologia.

No vídeo a seguir, mencionamos e exemplificamos alguns destes equívocos conceituais:

Pedagogia dos Projetos

Prof. Dr. Nilbo Nogueira – nilbo@nilbonogueira.com.br

modismo* – Historicamente os projetos aparecem como prática educativa desde que Kilpatrick, em 1919, levou à sala de aula algumas das contribuições de Dewey; porém, nos dias de hoje, eles ressurgem como proposta da prática para a mediação do desenvolvimento das habilidades e competências.

 

 

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